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O Blog de Kinship

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São terapias de conversão bem sucedidas?

wiltsComo Carolyn e eu nos conectamos com muitas famílias e amigos próximos da comunidade LGBTQIAP+, muitos vezes somos questionados sobre as Terapias de Conversão. Sim, nós já nos conectamos e conhecemos algumas pessoas que informam terem obtido “sucesso” quando experimentam Terapias de Conversão, e também nos conectamos com pessoas que dizem claramente que essas terapias de conversão foram experiências não muito positivas.

Então, o que é uma “EMOS” – Terapia de Conversão? Nós fizemos algumas pesquisas sob variados ângulos e nós queremos partilhar aqui algumas informações que para nós parecem ser bem fundamentadas.

Então, “EMOS” é uma sigla para “Esforços para Mudança de Orientação Sexual”, basicamente focada na mudança da orientação sexual de uma pessoa LGBTQIAP+. Estas “terapias” podem incluir técnicas comportamentais, técnicas de comportamento cognitivo, técnicas psicanalíticas, abordagens médicas e abordagens religiosas e espirituais.

Esses desejos que mudar as pessoas já existem há muitos anos. Há mais de 140 anos, um psiquiatra alemão publicou suas descobertas e opiniões relacionadas a esse assunto classificando os diferentes tipos de comportamento como patologias sexuais. Ele se tornou o defensor do modelo de doença da homossexualidade; se você fosse gay, você estava doente!

Em meados da década de 80, passamos a notar que muitas religiões cristãs passaram a dar continuidade a esse modelo de “doença” com pessoas que vivenciam diferentes sexualidades e emoções sexuais. Dentro de nossas própria fé adventista do sétimo dia foi criado um programa específico e patrocinado financeiramente por nossa Associação Geral. Este programa conduziu várias sessões, contudo enfrentou grandes dificuldades com a liderança do mesmo, resultados ruins e acabou desaparecendo silenciosamente. Em outras palavras, não obteve sucesso.

Nos dias de hoje, nossas famílias LGBTQIAP+ encontram uma grande variedade de opiniões, fatos, emoções e informações honestas e confiáveis sobre os seus familiares que queridos, sobre os seus caminhos, e como seguir adiante. Sim, conhecemos pessoas sinceras que afiram ter obtido sucesso e que defendem veementemente que todas as pessoas LGBTQIAP+ precisam passar por um tipo de terapia de mudança. Conforme exploramos e consideramos suas opiniões, nós acreditamos que essas pessoas provavelmente tiveram sucesso em suas vidas pessoais. Como aprendemos, nossa sexualidade e desejos sexuais fluem de nossos próprios cérebros e é completamente normal ter variações e muitas áreas emocionais e físicas relacionadas ao mesmo tempo.

Sim, você pode com toda certeza se sentir muito confortável com a sua crença de que Deus fez você – cada célula do seu corpo – mas nenhum de nós é idêntico; cada um de nós tem emoções e atrações únicas e variadas. Portanto, também experienciamos diferentes pontos fortes em nossas emoções, atrações e reações a estímulos diários. Carolyn e eu podemos e reagiremos de maneira única e diferente à uma mesma situação porque nossos cérebros são diferentes, temos também diferentes backgrounds, logo nos comportaremos de maneira diferente também.

Para nossas famílias que lutam com esses tipos de recomendações, nosso principal documento de referência vem da Wikipedia, que afirma o seguinte:

Há uma grande quantidade de evidências baseadas em pesquisas científicas que indicam que ser gay, lésbica ou bissexual é compatível com uma perfeita saúde mental, normal e que não precisa de ajustes para se encaixar em um molde social. Por causa disso, as principais organizações profissionais de saúde médica em todo o mundo não incentivam as pessoas a tentarem mudar a sua orientação sexual.”

“Por essas razões, nenhuma grande organização profissional séria de saúde mental sancionou esforços para mudar a orientação sexual, e praticamente todos eles adotaram declarações políticas com a intenção de alertar sobre o que é de origem profissional para o público e tornar claro que os tratamentos que pretendem mudar orientação sexual de uma pessoa não são embasados de forma consistente.”

A grande oposição às declarações e recomendações acima são oriundas de organizações religiosas. Eles têm permissão para ter suas próprias opiniões e crenças; mas apenas para seus próprios sentimentos pessoais, não há problema em questionar bases médicas e psicológicas de qualquer programa de terapia de conversão. Como mencionamos acima, as pessoas que apoiam ou algumas com as quais você pode vir a conversar já alteraram seus comportamentos sociais e foram de alguma forma “programadas” para terem seus desejos visuais alterados, bem como seus comportamentos responsivos a esses estímulos porque seus comportamentos e orientações passaram a fazer parte de uma área cinzenta de variação, provavelmente não é uma variação mais forte que seu familiar possa estar experimentando.

Consideramos ser extremamente saudável ter algumas boas discussões mais profundas com pessoas próximas e membros da família. Recomendamos que pesquise seus verdadeiros sentimentos, porque quanto tempo os sente, quando começou a tomar conhecimento sobre os mesmos. Há quanto tempo vem lutando contra si mesmo e com a necessidade e vontade de partilhar isso com a sua família. Essas discussões exploratórias e amorosas podem ser uma grande contribuição para todos e nos ajudar a apoiar e compreender quais são os verdadeiros sentimentos e desejos relacionados aos nossos entes queridos.

O artigo que supramencionamos brevemente acima contem 213 referências profissionais. É um resumo profissional utilizado com profundidade sobre este assunto que é muito complexo e emocional. Cientificamente, ele resume as descobertas e atividades ao redor do mundo.  

Emocionalmente e localmente falando, para as nossas famílias de membros da ASD Kinship, apoiamos a declaração de que não existe terapia de conversão comprovadamente eficaz. Não há evidências que suportam essa ideia.

Contudo, se um membro de sua família não deseja experimentar esse tipo de terapia, nós o encorajamos a aceitar sua decisão  de forma amorosa e a apoiar a decisão pessoal do seu querido: caminhe ao lado dessa pessoa, aceite essa pessoa, acredite nela – essa pessoa é sua família – e Jesus falou muitas vezes sobre o desejo de Deus para que nós amemos os nossos familiares, nossos vizinhos e até mesmo nossos inimigos!

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