No início
dos anos 70, alguns gays adventistas começaram a procurar
por outros com os quais eles pudessem discutir seus sentimentos.
Um deles teve a idéia de colocar um anúncio na
seção de classificados de “O Defensor”, uma revista
de notícias gays dos Estados Unidos. O resultado foi
de 37 respostas de outros gays adventistas, de todas as partes
dos Estados Unidos e Canadá.
Em 1976, em Palm Beach na Califórnia, dois gays que não
conheciam nenhum outro gay adventista fizeram algo semelhante.
Colocaram outro anúncio a fim de localizar gays adventistas,
que resultou em uma das primeiras reuniões do Kinship.
Era o começo da Irmandade Internacional de Gays Adventista
do Sétimo Dia. Em quatro meses o Kinship já contava
com 75 membros, sendo presidente temporário e quatro
comitês: membros, educacional, social e espiritual. O
novo grupo se encontrava duas vezes por mês. Logo descobriram
outros gays adventistas do norte da Califórnia e juntaram
forças mantendo contato por carta com uma lista de gays
adventistas por todo país. Ao mesmo tempo, outro grupo
de adventistas se encontravam informalmente em Nova York, desde
1974. Todos se uniram ao Kinship. Assim, a organização
foi registrada como uma instituição sem fins lucrativos
em 1981, e agora conta com uma comissão de 15 oficiais.
A lista atual de membros e amigos é de mais de mil pessoas
espalhadas em 20 países.
O primeiro Kampmeeting (Campal) anual do Kinship aconteceu no
Arizona, em 1980. A pedido de oficiais do Kinship, dois pastores
adventistas e três professores teólogos participaram
como delegados da Conferência Geral junto com um grupo
de 35 corajosos membros gays participaram dessa reunião
histórica, desbravando novos caminhos para os numerosos
membros gays que agora participam com menos medo e apreensão.
Os dois pastores, ambos familiarizados com a dor e o isolamento
sentido pelos membros gays de suas igrejas, enfatizaram a necessidade
de a igreja fazer um esforço para compreender os homossexuais
e lésbicas, antes de julgar a qualidade do cristianismo
deles. Cada um deu sugestões para aliviar as suspeitas,
agressões e isolamento dos quais os gays são alvo.
Os três professores, conhecedores profundos do Velho e
Novo Testamento, e de Teologia Cristã, concluíram
que uma leitura inglesa simplista das poucas referências
bíblicas aos atos homossexuais não bastavam para
determinar a vontade de Deus para com as pessoas homossexuais.
Numa reunião emocionante, homossexuais e lésbicas
adventistas puderam compartilhar suas histórias para
a liderança da igreja e, como nunca antes, foram ouvidos
por pastores e professores adventistas com amor e empatia profunda.
Após, a Conferência Geral enviou aos oficiais executivos
e aos editores de periódicos adventistas na sede setorial
em Washington, D.C., o relatório da reunião que
incluía nove propostas, sendo estas algumas delas: 1.
O Instituto de Pesquisa Bíblico administraria um estudo
especial sobre todo o assunto da homossexualidade na bíblia;
2. A igreja publicaria artigos equilibrados sobre o assunto;
3. As escolas adventistas incluiriam uma discussão sobre
a homossexualidade em qualquer programa de educação
de sexual. Estas e as outras seis propostas foram aprovadas.
Uma descrição detalhada dessa reunião está
disponível no artigo "Adventistas Face à
Homossexualidade" que foi publicado na Revista Spectrum.
(Cópia poderá ser adquirida por $1, através
do Kinship).
Desde então, o Kinship tem remetido muitas informações
aos pastores, professores e conselheiros adventistas, e para
todas as escolas adventistas e faculdades na América
do Norte. Aproximadamente, cem pastores e professores nos auxiliaram
nos Kampmeetings anuais, até agora. O Kinship tem estado
em contato com a igreja adventista através de membros
leigos, administradores de escolas e comissão executiva
da Conferência Geral, durante anos. Ele também
tem alcançado os estudantes das faculdades adventistas,
e os menores de 30 anos, chamados IMRU, com o objetivo de ajudá-los
nos assuntos relativos a serem gays (LGBT).
As preocupações do Kinship foram várias
vezes publicadas na Revista Spectrum e em jornais das nossas
faculdades. O Kinship também foi mencionado na Revista
Adventista. Além disso, a cobertura sobre homossexualidade
e AIDS em periódicos adventistas melhoraram grandemente
a visibilidade do Kinship. Muitos professores das faculdades
adventistas reagiram favoravelmente aos artigos sobre homossexualidade
apresentados por alunos. Tanto que um estudante, assumidamente
gay, foi solicitado pelos administradores para organizar um
fórum sobre homossexualidade, a fim de organizar a irmandade
de gays em nossas faculdades.
A irmandade gay tem enviado, às igrejas adventistas dos
Estados Unidos, informações sobre HIV/AIDS. Em
1990 o Kinship participou da primeira conferência de HIV/AIDS
patrocinada pela igreja. A flâmula memorial da AIDS, do
Kinship, já foi exibida em várias igrejas adventistas.
Trabalhar com a Igreja, muitas vezes, não tem sido fácil.
Porém, o Kinship não esmorece em suas tentativas
de aproximação. Em 1987, a Igreja Adventista entrou
com uma ação legal contra o Kinship, em um tribunal
da Califórnia, por causa do uso do nome “Adventistas
do Sétimo Dia”. No dia 3 de outubro de 1991, a Juíza
Federal Mariana R. Pfaeizer julgou que o SDA Kinship Internacional
Inc., não havia infringido nenhuma lei ao usar o nome
da Igreja Adventista, e por isso podia continuar a utilizar
o nome em sua identificação. O texto completo
da Decisão Judicial poderá ser solicitado ao Kinship,
caso você queira. Aquela decisão não sofreu
apelação por parte da Igreja.
Nos anos noventa, o Kinship continuou com seus diferentes projetos
individuais e em grupos. Kampmeetings (Campais) têm acontecido
anualmente em diferentes localidades, e o serviço Kinship
On-Line (Kinnet) está
em pleno funcionamento propiciando bate-papo, informações
e outros recursos. O Kinship também tem trabalhado com
grupos separados que ensinam pais, familiares de gays (LGBT),
pastores e conselheiros como os entender melhor.
A necessidade do trabalho do Kinship aumentou muito nos anos
2000, com muitos novos contatos e pedidos por informações.
Se você deseja mais informações, entre em
contato conosco.
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